Decisão sobre a escolha do melhor tratamento

A prevalência do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) tem aumentado em todo o mundo nos últimos anos e, junto com ela, as doenças cardiovasculares (DCV). Nisso inclui-se a doença arterial coronariana, o acidente vascular encefálico e a doença arterial periférica, que constituem a principal causa de morte dessa população.

Indivíduos com diabetes quando comparados à população geral apresentam risco aumentado em três a quatro vezes de sofrer evento cardiovascular, e o dobro do risco de óbito por causas cardiovasculares.

Há dez anos, as agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa começaram a exigir uma avaliação de desfechos cardiovasculares, envolvendo todos os ensaios clínicos relacionados a medicamentos para diabetes. Nos últimos anos, os avanços nas descobertas da terapêutica para o DM2 entusiasmaram os clínicos e especialistas no que diz respeito à redução dos eventos cardiovasculares, internações e mortalidade.

Um dos mais eminentes pesquisadores desta área, o diretor médico da HCA Midwest Health, Dr. Steven Marso, declarou que já foram estudados cerca de 200.000 pacientes que não só demonstraram a segurança cardiovascular, mas também a superioridade cardiovascular do SGLT2 (cotransportador de sódio glicose 2) e o GLP-1 (agentes do tipo peptídeo-glucagon-1).

Portanto, deve-se ter em mente que, no paciente com DM2, a decisão sobre a escolha do fármaco deve se basear em diversos aspectos como contraindicações, efeitos adversos, facilidade posológica, entre outros. Porém, também deve-se priorizar aqueles associados à prevenção de desfechos de interesse clínico, como morte, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca.

Considerando todas as evidências atuais, dentre as medicações estudadas, a empaglifozina, dapaglifozina, liraglutida e semaglutida demonstraram não apenas segurança como redução em eventos cardiovasculares e morte.

Durante o ETED 2019, todas estas evidências científicas que mudaram paradigmas no tratamento do diabetes em portadores de doença cardiovascular, trazendo perspectivas de aumento de sobrevida, serão discutidas por especialistas na área.

 

Referências consultadas:

https://www.adadaily.org/experts-debate-the-value-of-cardiovascular-outcomes-trials-in-diabetes/, acessado em 06/09/2019

Wiviott, MD et al., Dapagliflozin and Cardiovascular Outcomes in Type 2 Diabetes, 2019, NEJM; 380:347-357.

http://ada2017online.com.br/2017/06/10/novidades-dos-estudos-de-desfechos-cardiovasculares/, acessado em 06/02/2019

https://www.endocrino.org.br/ensaios-de-desfechos-cardiovasculares-em-diabetes/, acessado em 06/02/2019.